Artigo de Opinião: Bullying No Ambiente Escolar

Autor(a): Jordana Nayelle Santos Ferreira 
Edição: Vitor Gabriel da Silva de Lima 
                                                                           


   

O bullying representa uma prática insidiosa e prejudicial, caracterizada por atos sistemáticos de intimidação que podem variar desde comentários maldosos até agressões físicas. Esse fenômeno frequentemente se inicia com apelidos ofensivos e, em muitos casos, evolui para um comportamento rotineiro e persistente. As consequências dessa forma de violência são graves e multifacetadas, afetando a motivação dos indivíduos, deteriorando seu desempenho acadêmico e, em situações extremas, contribuindo para o desenvolvimento de distúrbios psicológicos como a depressão.

Dados recentes revelam a extensão alarmante do problema. Conforme a pesquisa realizada pelo IBGE, aproximadamente 40% dos estudantes brasileiros já foram vítimas de bullying. Nas escolas públicas, a proporção de adolescentes que admitiram sofrer bullying aumentou de 32% para 35,4% entre os anos de 2009 e 2019. Entre as mulheres, o índice de vítimas elevou-se de 28,8% para 45,1% no mesmo período, evidenciando uma crescente prevalência deste problema.

Adicionalmente, a pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) de 2019 indica que cerca de 13,2% dos adolescentes já se sentiram ameaçados, ofendidos ou humilhados em redes sociais, ou aplicativos. Notavelmente, este percentual é ainda mais elevado entre as meninas, alcançando 16,2%, em comparação com 10,2% entre os meninos. Esses dados sublinham a gravidade da questão, particularmente no contexto da era digital, onde o bullying pode transcender as paredes da escola e proliferar virtualmente.

Dada a profundidade das consequências enfrentadas pelas vítimas, torna-se imperativo adotar e reforçar iniciativas preventivas. A implementação de projetos educacionais e campanhas de conscientização, como a colocação de cartazes contra o bullying e a violência nas instituições de ensino, é essencial para combater este flagelo. A promoção de um ambiente escolar seguro e inclusivo deve ser uma prioridade inabalável, refletindo o compromisso com a proteção e o bem-estar de todos os alunos.

Somente mediante um esforço coletivo e sustentado é que conseguiremos erradicar o bullying e garantir que nossas escolas sejam locais de aprendizado e crescimento saudável, livres de intimidações e abusos.

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