Perfil Profissional: Profª Daiana Lombardi de Cuba ( Língua Portuguesa)

Repórter Social: Larissa Fraga

Edição: Thalya Santana e Gabriela Vitória


O perfil profissional escolhido para o mês de maio foi a Professora Daiana Lombardi de Cuba, de Língua Portuguesa que leciona na E.E Leandro Antônio de Vito no 6°ou 9°ano. O presente jornal tem a honra de realizar sua primeira publicação com essa figura extraordinária. 


 

L: Por que você decidiu ser professora?


Prof. D: Sempre gostei muito de estudar, de aprender coisas novas. Gostava bastante da escola. Ser professora me faz estar em contato com a escola e passar meus conhecimentos aos alunos. Gosto muito disso.

L: Fale um pouco mais sobre você.

Prof. D: Acho difícil falar de mim sem um tema específico. Apesar de não parecer, sou uma pessoa tímida. Me definiria como uma professora apaixonada por literatura, música e arte (e pelos meus alunos).

L: Qual sua formação acadêmica?

Prof. D: Sou graduada em Letras (português e inglês) pela UFTM, em Pedagogia pela Uniube em Música pela UNIMES. Sou pós-graduada em Psicopedagogia e mestra em Estudos Linguísticos e Literários pela UFTM. Atualmente curso o Doutorado em Linguística e Língua Portuguesa na UNESP em Araraquara.

L: Quais são seus hobbies? Seus sonhos?

Prof. D: Minha atividade favorita é ler livros literários. Amo!!! Mas gosto muito de assistir filmes, ir a apresentações culturais (teatros, musicais…) e de viajar.


L: Suas expectativas a curto e longo prazo?

Prof. D: A vida me ensinou a não ter tantas expectativas, pois nem sempre as coisas acontecem como esperado. Mas a curto prazo pretendo finalizar meu doutorado. A longo prazo ainda não sei...

L: Como você lida com a pressão do trabalho?  

Prof.D: Com bastante leitura para me acalmar e fugir da realidade (risos)… Atividades de lazer ajudam muito a lidar com os problemas de trabalho.

L: Você já recebeu críticas por ser professora?

Prof.D: Sim. Infelizmente, hoje em dia, não é uma profissão muito respeitada e valorizada na sociedade. Portanto, recebo muitas “piadas” quando digo que sou professora. Críticas quanto ao desenvolvimento do meu trabalho, já recebi sim. Mas vejo as críticas como algo positivo, que nos faz refletir sobre a prática docente. Gosto quando recebo. Mas seleciono o que é útil do que não é.

L: A quantos anos você exerce sua profissão?

Prof.D: Comecei a dar aulas em 2010, quando tinha 18 anos. Há 13 anos.

L: O que te motivou a ser professora?

Prof. D: Minha mãe sempre foi um grande exemplo para mim. A admiro muito! Resolvi me inspirar nela.

L: Qual foi sua maior conquista?

Prof. D: Entrar no doutorado. A carreira acadêmica é bem difícil, todavia fascinante.


L: Qual foi o seu maior obstáculo?

Prof. D: A preguiça. Sou uma pessoa extremamente preguiçosa (risos).

L: Se pudesse começar de novo, o que você faria de diferente?

Prof.D: Ainda escolheria ser professora. Amo o que faço, amo meus alunos, amo ensinar, compartilhar conhecimentos. Mas mudaria algumas atitudes que tomei durante a vida...

 
L: Qual seu livro favorito? E música favorita?

Prof.D: Meu livro favorito é ‘Os Miseráveis’ de Victor Hugo (escritor francês). Na literatura brasileira, meus favoritos são “Infância” de Graciliano Ramos e “O grande sertão: veredas” de João Guimarães Rosa. Quanto a música favorita eu não sei dizer. Gosto de músicas tristes do gênero MPB e Bossa Nova. Música clássica também escuto muito. Mas tenho músicas favoritas em vários estilos.


L: Indique uma série.

Prof.D: Apesar de ter assistido várias séries, não sei dizer alguma que me marcou muito… Aconselho a verem séries legendadas. É ótimo para treinar a leitura e o estudo de outro idioma (além de conhecer a voz real dos atores).

L: Qual seu piso salarial?

Prof.D: Os professores do estado de Minas ainda não recebem o piso salarial adequado. O salário depende da quantidade de aulas do professor. Para uma carga horária de 16 horas/aula semanais, o salário bruto é de R$ 2.350,49. Dou 40 aulas por semana.

L: Dê um conselho para quem quer ser professor (a).

Prof.D: Incentivo muito quem pensa em seguir a profissão. O mundo precisa de bons profissionais e, como toda profissão, tem suas partes positivas e negativas.

L: Se pudesse voltar ao tempo / aos seus  12 anos, o que você faria?

Prof.D: Como essa é não é uma possibilidade, nunca pensei nisso. Aquilo que passamos na nossa vida serve de aprendizado e, de certa forma, não seria quem eu sou se não tivesse passado pelo que passei. Gosto de ser quem sou.

L: Como você se vê daqui a três anos?

Prof.D: Doutora em Linguística e Língua Portuguesa.

L: Você sabe falar outras línguas? Se sim, quais?

Prof.D: Sei falar inglês e me viro bem com o espanhol.

L: O que você aprendeu com seus erros, e como isso te fez crescer?

 Prof.D: Aprendi e aprendo muito com meus erros. Reflito bastante sobre tudo o que acontece em minha vida. Apesar de muitas pessoas pensarem o contrário, os erros são muito importantes para o nosso crescimento. E quando erramos, não devemos nos entristecer, mas sim refletir e aprender.  

L: O que mais irrita você no seu trabalho?

 Prof.D: As reuniões pedagógicas e os trabalhos burocráticos são “os ossos do ofício” (risos). 

 L: Como que é sua rotina?

 Prof.D: Uma rotina bem sem-graça. Durante a semana a minha vida se concentra no trabalho. Final de semana fica para o lazer e a limpeza da casa.

 L: Deixe um recado para os seus alunos.

Prof.D: Vocês me atentam, me estressam, mas amo vocês! Estudem e leiam sempre!! O conhecimento nos transforma!

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